Membros e militantes do Comité Municipal do MPLA do Huambo marcharam neste fim-de-semana nas principais artérias da cidade, em apoio à candidatura do Presidente da República, José Eduardo dos Santos, à liderança do partido e ao VII congresso, a decorrer no próximo mês de Agosto, em Luanda.
A marcha, que partiu da Praça Doutor Agostinho Neto e terminou no Largo Saidy Mingas, foi encabeçada por Catarina de Oliveira, membro do Comité Provincial do MPLA e coordenadora para os Assuntos Eleitorais. O primeiro secretário municipal do MPLA no município do Huambo, Justino Camota, disse que a marcha serviu para apoiar o Presidente da República, pelo modo como conduz os destinos do país, rumo ao desenvolvimento e crescimento sustentável.
O político considerou o líder do MPLA um homem de elevada maturidade social, com uma visão estratégica, promotor dos valores éticos, morais e cívicos, patriota, defensor acérrimo dos direitos humanos e garante do bem-estar social dos angolanos. No final, a presidente do acto, Catarina de Oliveira, exortou os militantes, simpatizantes e amigos do partido maioritário em Angola a continuarem a promover acções que visam garantir o bem-estar social e ajudar o Governo nos programas de diversificação da economia e no processo de reconstrução do país. Marchas também foram registadas em Luanda, na Huíla, em Benguela e no Cunene. Em alguns municípios, os militantes também manifestaram apoio ao presidente.
Novos militantes
Ao todo, 400 ex-militantes da UNITA ingressaram nas fileiras do MPLA, na aldeia de Chicunda, comuna do Hengue, no município do Bailundo. O acto de ingresso dos novos militantes ao partido maioritário foi testemunhado pelo primeiro secretário do comité provincial do partido no Huambo.
Kundi Paihama disse que a massa militante tem estado a crescer na província. “Este é apenas mais um exemplo daqueles cidadãos que, por vontade própria, ingressam nas fileiras do MPLA, porque no nosso partido cabem todos os angolanos que assim o decidirem”.
O político apelou os militantes a manterem-se vigilantes e reafirmou o compromisso e o empenho do partido de materializar as directrizes e as políticas do MPLA contidas no Programa de Governação para 2012/2017. “Os ex-militantes que acabam de ingressar no MPLA são bem-vindos, porque vão ajudar a trabalhar no processo de reconstrução nacional em curso no país”, disse Kundi Paihama.
Numa declaração lida em seu nome, por Bartolomeu Hwassi, os novos militantes que abandonaram a UNITA queixaram-se por lhes terem mentido durante todo este tempo e ter-lhes sido feitas falsas promessas, com incitamentos à calúnia, desobediência e violência. Afirmaram que, tendo em conta o seu programa e estatuto, o MPLA é o único partido que está em melhores condições de defender os interesses do povo e garantir o seu bem-estar social. (Jornal de Angola)