O candidato do MPLA a Presidente da República, João Lourenço, inteirou-se hoje, sexta-feira, do funcionamento do Porto do Lobito e da empresa do Caminho de Ferro de Benguela (CFB), dois empreendimentos preponderantes para o desenvolvimento económico da região.
Acompanhado por membros do Bureau Político do Comité Central do MPLA, João Lourenço recebeu explicações detalhadas sobre a execução do projecto de ampliação e modernização do Porto do Lobito, lançado em Fevereiro de 2008, num investimento de um bilião e 250 milhões de dólares norte-americanos.
Este projecto, segundo informações prestadas no local, permitiu a construção do Terminal de Contentores, Porto Seco e Terminal Minério, para além da reabilitação do cais, com 1.122 metros de comprimento.
Com isso, o Porto do Lobito aumentou a capacidade de resposta ao fluxo de mercadorias, particularmente a carga contentorizada, reassumindo a sua posição como plataforma logística para toda região central de Angola, incluindo os países vizinhos, sem costa marítima.
O administrador para Operações, Infra-estruturas e Ambiente, Asulo Ângelo, explicou, na ocasião, que o escoamento de minério através do Porto do Lobito está dependente da conclusão do ramal ferroviário que irá ligar o novo terminal à linha do CFB.
Já na empresa do Caminho de Ferro de Benguela, o também vice-presidente do MPLA fez-se à cabine de uma das vinte novas locomotivas modelo C30ACi, dispostas na estação zero (do Lobito), tendo ligado a chave dando como que o ponta-pé de saída para o funcionamento destes equipamentos de ponta, com uma potência de três mil e 300 cavalos, cada, e velocidade máxima de 100 quilómetros/hora.
Atento à chegada de João Lourenço ao CFB, António Pacheco, um funcionário de 56 anos, 35 dos quais dedicados àquela empresa, não conteve a sua emoção. “É uma grande alegria receber aqui o candidato do MPLA”.
O ferroviário acredita que a recepção das novas locomotivas (fabricadas nos Estados Unidos da América) significa que o CFB vai andar melhor de agora em diante.
O candidato a presente da República visitou igualmente a Estação de Tratamento de Água (ETA) do município de Benguela, a fim de se inteirar do plano geral do sistema de abastecimento de água aos municípios de Benguela e Baía Farta, onde o volume de água disponível é de 40 mil metros cúbicos para uma população de 486 mil e 665 consumidores.
O ciclo de constatações terminou no Hospital Municipal de Benguela, onde João Lourenço, após visitar a Pediatria e o Centro de Hemodiálise, ofereceu uma ambulância nova e quites de medicamentos essenciais para o reforço da capacidade de assistência medicamentosa que, segundo a sua directora, Esmeralda Morais, vai melhorar o desempenho hospitalar.
A referida unidade hospitalar conta com uma capacidade de internamento de 120 camas e 22 médicos de diversas especialidades. (Angop)