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Dos Santos não menciona eventual saída em 2018

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Decorreu ao longo do dia de ontem, em Luanda, a IV reunião ordinária do Comité Central do Movimento Popular de Libertação de Angola MPLA. Esta é primeira sessão deste órgão do MPLA depois das últimas eleições de 23 de Agosto das quais saiu vitorioso o candidato deste partido, João Lourenço, que no passado dia 26 de Setembro sucedeu a José Eduardo dos Santos, no poder durante 38 anos. Na abertura desta reunião, o antigo chefe de Estado que continua a ser o líder do MPLA enalteceu a “mestria” de Lourenço na vitória do MPLA mas não mencionou nenhuma agenda para a sua respectiva saída da vida política activa.

“Esta vitória foi o resultado do empenho e entrega total dos militantes, amigos e simpatizantes do partido que durante a campanha não pouparam esforços no apoio às iniciativas que visam esclarecer, divulgar e mobilizar o eleitorado em torno dos objectivos do nosso partido, por isso agradecemos essa participação efectiva da nossa massa militante que respondeu sempre presente em torno da vida partidária” declarou o antigo Presidente que pela mesma ocasião saudou igualmente o seu sucessor: “felicito os camaradas João Lourenço e Bornito de Sousa, cabeças de lista do MPLA que cumpriram com brio a nobre missão que lhes foi confiada pelo Comité Central, para obtermos o resultado favorável e assim mantermos o poder político”.

Neste sentido, e numa altura em que o novo executivo já está instalado, José Eduardo dos Santos insistiu sobre a necessidade para os membros do partido de criar “condições para tornar compatível o nosso lema, melhorar o que esta bem e corrigir o que esta mal, de forma que os cidadãos, os trabalhadores, e as famílias usufruam os seus direitos, tenham acesso aos bens fundamentais, participem socialmente e sejam protagonistas das suas próprias vidas e sejam cidadãos autónomas das sua vidas”. Oiçamo-lo.

Contudo, nesta que foi também a sua primeira aparição pública desde que passou o testemunho ao seu sucessor, José Eduardo dos Santos não fez menção das suas intenções para os próximos meses. O antigo chefe de Estado não se referiu a um qualquer prazo para deixar a liderança do seu partido, nem evocou neste sentido a marcação de um congresso extraordinário, apesar de ter oficializado no início de 2016 que não pretendia recandidatar-se à presidência da República e que iria permanecer na política activa até 2018.

Refira-se ainda que na ementa desta reunião do Comité Central figuravam nomeadamente questões como a apreciação do projecto de orçamento geral do partido para 2018 e também ajustamentos na comissão de disciplina e auditoria. (RFI)


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