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Consultas de rotina permitem diagnóstico precoce de doenças – diz médica

A cultura de frequentar consultas de rotina pelos utentes permite diagnosticar doenças de forma precoce e tratá-las com celeridade, afirmou hoje, no Luena, a secretária do Comité de Especialidade dos Médicos do MPLA do Moxico, Rodeth Nele.

A apreciação foi feita durante a palestra que abordou “A Importância da prevenção da Hipertensão Arterial” promovida pela organização, considerando que a frequência da população às unidades sanitárias pode diminuir muitas doenças oportunistas e não só.

Relativamente a promoção de acções de sensibilização, a gineco-obstétra disse que o comité vai continuar a trabalhar com as comunidades no sentido de disseminar informações de prevenção de doenças e incutir a cultura de frequentar o hospital.

Os comités de especialidades do MPLA constituem órgãos de consulta aos programas e projectos de desenvolvimento das políticas do partido, daí a necessidade de promover acções que garantam os cuidados primários e uma vida saudável a população. (ANGOP)


Partido no poder preconiza formação política e ideológica

A formação ao nível das estruturas de base do MPLA e os eventos associados são a melhor forma de desenvolver o trabalho de formação política e ideológica dos militantes, considera a Moção de Estratégia de José Eduardo dos Santos, candidato à presidência do partido.

No texto, apresentado nesta quinta-feira, no segundo dia do VII Congresso Ordinário do partido, que decorre em Luanda, refere que essa experiência permitirá a ligação dos militantes entre a teoria e a prática, e entre a acção partidária e as questões centrais da vida política, económica, social e cultural do país.

Preconiza a promoção periódica, através dos órgãos nacionais, intermédios, de base e das organizações sociais do partido, ciclos de palestras e conferências sobre as realização do partido e os ganhos da paz no país com militantes e a sociedade civil, quer em português, quer em línguas nacionais.

A propósito, a estratégia do candidato da direcção do MPLA para o período 2016-2021 atesta que o partido promove a formação política e ideológica dos seus militantes e dirigentes, na base dos princípios e valores fundamentais do socialismo democrático.

Contudo, anuncia que o partido revitalizará o seu sistema de formação política e ideológica, devendo, para o efeito, reajustar o programa curricular dos cursos que eram ministrados na antiga Escola Nacional do Partido.

Precisa que o MPLA continuará a prestar especial atenção à formação e expansão das redes de formadores, privilegiando a sua relação com a sociedade, mediante acções permanentes de formação e consciencialização política.

De acordo com o texto, o partido deverá continuar a sistematizar a avaliação periódica dos seus quadros, como instrumento de gestão indispensável à apreciação do desempenho da função exercida.

Para tal, define como critérios objectivos a responsabilidade, liderança e capacidade de decisão, potencial de competências, e a adequação à função ou disponibilidade para o diálogo e consenso.

O conclave, que conta com a participação de 2.530 delegados, decorre no Centro de Conferência de Belas sob o lema “MPLA – Com o povo, rumo à vitória”. Deverá eleger o presidente do partido e os membros do Comité Central propostos por este órgão partidário, na sua última sessão. (ANGOP)

Estrangeiros exaltam MPLA na consolidação da democracia

Delegações estrangeiras no VII Congresso Ordinário do MPLA elogiaram os esforços deste partido para o alcance da paz, consolidação da democracia, reconstrução nacional e a sua política de inclusão pós conflito armado em Angola.

A delegação do Partido do Trabalho da Coreia considera o povo de Angola forte, com uma capacidade que não pode ser subestimada para enfrentar as dificuldades, ao passo que o MLSTP, de São Tomé e Príncipe, afirmou que a maturidade do MPLA está demonstrada na unidade, força e determinação, postura consolidada na materialização dos anseios do seu povo.

Por sua vez, o Partido Social Democrata português enalteceu a coragem do povo angolano que tem enfrentado várias dificuldades.

“Quando um país vence a guerra não será certamente vencido por uma crise financeira” – sublinha-se numa comunicação do PSD.

Já a delegação da Frente Polisário, da República Arábe Saharaui Democrática, destacou a firmeza de José Eduardo dos Santos na manutenção da integridade do país, mesmo quando foram armados muitos complôs para o derrubar, assim como a soberania de Angola.

Ainda na tarde de hoje, a delegação do PAIGC, da Guiné Bissau, felicitou o MPLA pelas conquistas e reconheceu que o seu país precisa do apoio de Angola para vencer vários desafios que enfrenta.

Apresentaram também mensagens, as delegações do Partido Trabalhista do Brasil, Partido Democrático do Botswana, da Frente Democrática da Etiópia, União do Povo da Guiné Conacry e a Organização de Libertação da Palestina.

No período da manhã, apresentaram mensagens de apoio ao MPLA, as delegações da Acção da Mulher Trabalhista do Brasil, Partido Comunista de Cuba, Partido Congolês do Trabalho, Partido Comunista da China e a Internacional Socialista Democrática.

Os trabalhos do VII Congresso Ordinário do MPLA prosseguem sexta-feira. (ANGOP)

MPLA reelege José Eduardo dos Santos Presidente

O 7º congresso ordinário do MPLA reelege, hoje, em Luanda, José Eduardo dos Santos Presidente da maior formação política angolana, a escassos dias do 74º aniversário do nascimento do líder político.

Único candidato à presidência do partido, fundado em 1956, José Eduardo dos Santos substituiu António Agostinho Neto no cargo, em Setembro de 1979, após o falecimento do primeiro.

O congresso do MPLA elegeu igualmente os membros do Comité Central, que foi alargado de 311 para 363 membros. Jovens e mulheres despontam entre os novos integrantes da estrutura partidária.

Na sua primeira reunião, o Comité Central do MPLA, sob proposta do Presidente eleito, vai eleger os órgãos dirigentes do partido, designadamente o vice-presidente, o Bureau Político e o respectivo Secretariado.

Nascido em Luanda, a 28 de Agosto de 1942, José Eduardo dos Santos foi indicado Presidente do MPLA pelo Comité Central a 20 de Setembro de 1979, com a morte de António Agostinho Neto.

No dia seguinte, foi investido nos cargos de Presidente do MPLA-Partido do Trabalho, de Presidente da República Popular de Angola e de Comandante-em-Chefe das Forças Armadas Populares de Libertação de Angola (FAPLA).

A 9 de Novembro de 1980 foi eleito Presidente da Assembleia do Povo (Parlamento), órgão máximo do poder do Estado, tendo sido reconfirmado em todos esses cargos pelo 1º Congresso Extraordinário do MPLA – Partido do Trabalho.

Do seu mais recente percurso político, enquanto líder do MPLA, despontam duas datas marcantes da história de Angola.

A primeira foi a assinatura, em Lisboa, a 31 de Maio de 1991, do Acordo de Bicesse, ao lado do antigo líder da UNITA, Jonas Savimbi, falecido em 22 de Fevereiro de 2002.

O segundo momento de maior destaque nos últimos anos traduziu-se na assinatura, em Luanda, no dia 4 de Abril de 2002, do Acordo Geral de Paz entre o Governo angolano e a UNITA, depois da morte, em combate de Jonas Savimbi.

Com a sua reeleição como Presidente do MPLA, José Eduardo dos Santos será o candidato da força política às eleições gerais do próximo ano.

A história das eleições em Angola regista que as primeiras legislativas multipartidárias tiveram lugar de 29 a 30 de Setembro de 1992. O MPLA saiu vencedor, com 54 porcento.

Já nas presidenciais, realizadas em simultâneo, José Eduardo dos Santos contabilizou 49 porcento, contra 41 porcento de Jonas Savimbi, facto que ditaria a realização de uma segunda volta. Esta nunca viria a acontecer, devido ao retorno à guerra, protagonizada pela UNITA.

Os angolanos voltaram às urnas de 5 e 6 de Setembro de 2008, já sem Jonas Savimbi, tombado em combate, a 22 de Fevereiro de 2002. Tratou-se apenas de eleições legislativas, que o MPLA venceu com 82 por cento dos votos. A UNITA conseguiu apenas 10 por cento.

A Constituição angolana promulgada em 2010 aboliu definitivamente as eleições presidenciais, substituídas por eleições gerais, para a eleição do Presidente da República, o vice-presidente e os deputados à Assembleia Nacional. O cabeça de lista do partido mais votado é automaticamente o Presidente da República. O número dois da lista é o vice-presidente.

Nas eleições de 31 de Agosto de 2012, o MPLA conquistou 71,84 por cento dos votos. Em simultâneo, José Eduardo dos Santos e Manuel Domingos Vicente foram eleitos Presidente e vice-presidente da República, respectivamente. (ANGOP)

Delegados prontos para terceiro dia do Congresso do MPLA

Vestidos de vermelho, preto e amarelo, os militantes do MPLA começaram já a colorir o Centro de Conferências de Belas, palco do VII Congresso Ordinário do partido, iniciado quarta-feira, com término marcado para sábado.

O dia de hoje está reservado à eleição do presidente do MPLA e dos membros do Comité Central, pelo que vários delegados encontram-se já no local do conclave, entoando cânticos de exaltação ao partido, exteriorizando alegria pelo decorrer dos trabalhos.

Para hoje está marcada a aprovação dos relatórios das comissões de trabalho, bem como um workshop sobre os caminhos para a consolidação da democracia e da diversificação da economia.

Quinta-feira constituiu o ponto mais alto a aprovação, em plenária, da Moção de Estratégia do Líder, estruturada para servir de base para a elaboração do programa de governo do MPLA para o período 2017/2022.

Participam no congresso mais de dois mil delegados. (ANGOP)

Iniciou eleição do presidente e comité central do MPLA

Os delegados ao VII Congresso do MPLA estão a proceder a votação do presidente do Partido e do Comité Central da maior formação partidária em Angola.

O delegado José Eduardo dos Santos foi o primeiro a votar, seguido dos membros do bureu politico cessante.

José Eduardo dos Santos concorre a sua própria sucessão enquanto que o comité Central será alargado de 311 para 363 membros. (ANGOP)

Gonçalves Muandumba ressalta “grandeza” do MPLA

O delegado ao VII Congresso Ordinário do MPLA, Gonçalves Muandumba, considerou nesta sexta-feira que o partido está a realizar um “grande” conclave e a preparar-se, efectivamente, para enfrentar os desafios eleitorais de 2017.

“Estamos a fazer um grande congresso, o maior a todos os títulos, quer no número de delegados, quer na abordagem, dinâmica e natureza dos problemas”, expressou à Angop o também ministro dos Desportos.

Afirmou que há uma expectativa internacional muito grande em relação ao evento, que entrou nessa sexta-feira para o seu terceiro e penúltimo dia, a ser marcado pela eleição do candidato único a presidente do partido, José Eduardo dos Santos.

Gonçalves Muandumba disse estar expectante com o momento em que os delegados vão proceder, por voto secreto e directo, a eleição do presidente e do Comité Central.

O político considerou, por outro lado, importantes os discursos proferidos durante os trabalhos pelo candidato a presidente do partido e ressaltou a sua abrangência.

“Devemos encarar como um discurso abrangente de alguém com uma visão bastante sustentada do país, que sabe de onde viemos e conhece o momento em que estamos”, expressou.

Para si, José Eduardo dos Santos tem perspectivas bastante sustentadas para o futuro. (ANGOP)

Inovação tecnológica na eleição do presidente e Comité Central do MPLA

O processo eleitoral para a escolha do presidente e membros do Comité Central do MPLA foi feito através de um dispositivo de votação electrónica denominado DVE 1602, indica um documento que a Angop teve acesso.

Pela primeira vez na história do MPLA, a votação do presidente e do Comité Central foi monitorizada por um sistema electrónico, ao contrário das vezes anteriores que era feito de forma tradicional: colocação de boletins na urna.

Para a activação da sessão de votação, o delegado teve que inserir o código de barra que existe por trás do passe, posicionando por cima de um rectângulo vermelho do leitor da cabine de voto.

A confirmação da validade do código do cartão do delegado acontece com a emissão de um som e a mudança de cor do sinalizador, de verde para vermelho.

Depois do delegado inserir o código, aparece no ecrã três tipos de boletim de eleição, para o cargo de presidente do partido, membros do comité central e ratificação dos candidatos eleitos nas conferências provinciais.

Segundo o documento, depois da escolha de cada boletim de eleição, aparece a lista de candidatos e três opções de votação, sim, não e abstenção.

Depois do exercício do direito de voto, o delegado teve que confirmar se o resultado no ecrã foi o que escolheu.

“Caso o delegado queira alterar alguma das votações , o eleitor deve tocar novamente no boletim correspondente e votar na votação desejada”, esclarece a nota.

Depois do delegado confirmar que os dados sobre a sua votação estão correctos , deve terminar a sessão de votação, pressionando , no ecrã, na palavra finalizar e posteriormente, o dispositivo electrónico apresenta a sua votação que é guardada para a contagem final do processo eleitoral. (ANGOP)


Angola vai ter plataforma para auscultar empresários

Um espaço de debate e auscultação aos empresários nacionais vai ser criado no país, para a abordagem dos problemas que afligem a classe empresarial.

A recomendação é parte da exposição da Comissão do Relatório do Comité Central do MPLA apresentada nesta sexta-feira aos delegados ao VII Congresso Ordinário do partido no governo.

Para incrementar a produção de bens, a comissão sugere maior celeridade ao processo de concessão de crédito bancário às associações e cooperativas agrícolas dos antigos combatentes e ex-militares.

Nas recomendações com carácter prioritário, está a atenção a ser prestada ao desenvolvimento dos pólos agro-industriais e zonas económicas face à importância que representam no processo de diversificação da economia.

A Comissão do Relatório do Comité Central do MPLA refere, nas recomendações aos delegados, ser importante estabelecer a relação entre o investimento realizado e os resultados dos vários projectos e programas.

A par deste aspecto, o relatório confere relevância à relação entre o programa de governação e o grau de cumprimento das metas estabelecidas.

O VII Congresso Ordinário do MPLA, que decorre em Luanda desde quarta-feira, termina sábado (20). (ANGOP)

José Eduardo dos Santos reeleito presidente do MPLA

O VII congresso ordinário do MPLA que termina amanhã em Luanda, reelegeu hoje José Eduardo dos Santos para presidente do partido. Segundo os estatutos do MPLA, Eduardo dos Santos seria também agora o candidato às presidenciais de Agosto de 2017. Todavia, a questão da sua eventual sucessão não foi abordada.

A Moção de Estratégia do presidente de Angola e líder do MPLA foi aprovada ontem por aclamação pelo Congresso ordinário do partido que decorre no Centro de Conferências de Belas.

Sem surpresas, os congressistas confirmaram a nova composição do Comité Central e a reeleição de José Eduardo dos Santos para a presidência do partido.
Até ao momento, continuam as grandes dúvidas sobre a sucessão de José Eduardo dos Santos na liderança do partido e na candidatura do MPLA às eleições gerais de Agosto de 2017. A questão da sucessão não consta da agenda do encontro. (RFI)

José Eduardo dos Santos reeleito com 99,6% de votos

Com dois mil quinhentos e quarenta e três votos (2.543), José Eduardo dos Santos foi reeleito hoje (sexta-feira) Presidente do MPLA pelos delegados ao VII congresso ordinário desta formação política.

Do total de votantes (2.553), cinco manifestaram-se contra e cinco abstiveram-se.

Os delegados elegeram igualmente os membros do Comité Central, com 2.509 votos.

O conclave decorre desde quarta-feira (17) e tem o seu término previsto para sábado (20). (ANGOP)

Novo Comité Central do MPLA reúne-se terça-feira

O novo Comité Central do MPLA, eleito nesta sexta-feira (19), vai realizar a primeira reunião na próxima terça-feira (23), no Complexo Turístico Futungo II, em Luanda, sob orientação do presidente do partido, José Eduardo dos Santos.

A reunião vai eleger o vice-presidente, o secretário-geral e o novo Bureau Político (BP) do Comité Central. Já o BP elegerá o secretariado do Bureau Político.

O novo Comité Central foi alargado para 363 membros, contra os 311 do elenco anterior.

O Comité Central do MPLA é o órgão deliberativo máximo do partido, no intervalo dos congressos, que estabelece a linha de orientação política, no quadro das decisões do Congresso.

O Bureau Político do Comité Central (CC) do MPLA é a estrutura permanente de direcção, que delibera no intervalo das reuniões do CC e que se ocupa dos ajustamentos pontuais das estratégias do partido.

O Secretariado do BP do Comité Central do MPLA é o organismo executivo do Bureau Político responsável pela aplicação das decisões e deliberações dos órgãos e organismos nacionais de derecção do partido, que assegura o regular funcionamento das estruturas partidárias. (ANGOP)

MPLA aposta na continuidade

Eufóricos, expectantes e confiantes no futuro. Foi desta forma que os delegados ao VII Congresso Ordinário do MPLA viveram, nesta sexta-feira, o momento da reeleição de José Eduardo dos Santos à presidência do partido.

Os congressistas expressaram o seu voto de confiança num acto eleitoral directo, secreto e moderno, que dissipou dúvidas em relação à aceitação do então candidato único.

Eduardo dos Santos, que passa a assumir um novo mandato de cinco anos, foi reeleito por 2.543 votos a favor, cinco votos contra e cinco abstenções, correspondendo a 99,6 porcento de votos validamente expressos de um total de 2.553 votantes.

Já os 272 candidatos a membros do Comité Central, constantes da lista geral, foram eleitos por 2.511 votos a favor, 35 votos contra e sete abstenções, correspondendo a 98,35 porcento dos votos validamente expressos, de um total de 2.553 votantes.

A votação foi feita de forma livre, consciente, democrática e transparente, de acordo com a coordenação da comissão eleitoral.

Nesta sexta-feira (19), o MPLA fez história e introduziu, pela primeira vez, um dispositivo electrónico sofisticado, denominado DVE 1602, que conferiu credibilidade à votação.

A eleição decorreu num ambiente fraterno e de camaradagem, entre delegados saídos de várias localidades do país e da diáspora, detentores de culturas distintas, mas com um denominador comum: a confiança em Eduardo dos Santos.

Cânticos e uma grande ovação ecoaram pela sala após o anúncio dos resultados do pleito, que legitimou José Eduardo dos Santos para liderar, pela quarta vez consecutiva (1992, 2008, 2012 e 2017), o partido nas eleições.

“Dos Santos amigo, o povo está contigo” foi o refrão com que os congressistas deixaram a sala do plenário, animados e esperançados de ter cumprido mais um importante passo.

“É um dia de enorme responsabilidade para os delegados e para o partido”, expressou à Angop o delegado Gonçalves Muandumba.

O também ministro dos Desportos declarou que os desafios futuros do partido, sobretudo o das eleições, exigem “uma presidência experiente”.

A seu ver, o líder escolhido no VII Congresso é consensual, dinâmico, inteligente e visionário, daí ser “uma escolha acertada dos delegados”.

Já o delegado Pedro Mavunza, um dos mais velhos do congresso, a par de Diogo Ventura (89 anos), disse não ter dúvidas de que, com José Eduardo dos Santos na liderança, o MPLA vencerá as eleições.

“O MPLA está dentro do povo e o povo é o MPLA”, afirmou, para fundamentar o prognóstico de vitória do partido no próximo pleito de 2017.
Com a eleição do presidente, o MPLA tem agora caminho aberto para materializar e consolidar o seu programa de governo e a Moção de Estratégia do seu líder, rumo à vitória eleitoral em 2017.

O VII Congresso Ordinário do MPLA, que cumpriu hoje o seu terceiro dia, decorre sob o lema “MPLA – com o Povo Rumo ao Futuro”, e termina sábado. (ANGOP)

Congresso ordinário do MPLA termina hoje

O VII Congresso Ordinário do MPLA encerra hoje, sábado, em Luanda, depois de, nos dias anteriores, ter aprovado a Moção de Estratégia do Candidato a Líder, assim como as eleições do presidente e do seu Comité Central.

No congresso sob o lema “MPLA com o povo, rumo à vitória, José Eduardo dos Santos foi reeleito por 2.543 votos a favor, cinco contra, e cinco abstenções, num total de 2.553 votantes. O presidente tem um mandato de cinco anos.

O Comité Central foi eleito por 2.511 votos a favor, 35 contra e sete abstenções, num total de 2.553, enquanto os membros do Comité Central eleitos em conferências provinciais foram ratificados pelo congresso por 2.509 votos a favor, 30 contra e 14 abstenções.

O processo eleitoral para a escolha do presidente e membros do Comité Central do MPLA foi feito através de um dispositivo de votação electrónica denominado DVE 1602.

O sistema de processamento electrónico utilizado é capaz de replicar, de forma transparente, o processo natural de votação e emite electronicamente o boletim de voto, certificando ao votante que os dados colhidos reflectem a sua opção de voto, com a variante de correcção, se for necessário.

O presidente do MPLA é o órgão individual, que dirige, coordena e assegura a orientação política deste partido, garante o funcionamento harmonioso dos seus órgãos e organismos e representa-o perante os órgãos públicos e perante os partidos políticos e organizações internacionais.

O Comité Central do MPLA é o órgão deliberativo máximo que, no intervalo dos congressos, estabelece a linha de orientação política deste partido.

Ainda na sexta-feira, foram aprovados os relatório do Comité Central, da aprovação dos estatutos, moções de apoio, reconhecimento e agradecimento ao presidente do MPLA, aos membros do CC e às entidades individuais e colectivas que apoiaram o congresso.

O relatório do Comité Central aprovado em plenária recomendou a continuidade das acções desenvolvidas para o fortalecimento do trabalho político-ideológico, de modo a preparar os dirigentes, responsáveis, quadros e militantes do MPLA.

O objectivo é permitir uma melhor reflexão, crítica e compreensão dos fenómenos políticos, económicos e sociais indispensáveis ao debate político, segundo as recomendações da comissão orientada pelo vice-presidente do MPLA, Roberto Victor de Almeida.

Um espaço de debate e auscultação aos empresários nacionais vai ser criado no país, para a abordagem dos problemas que afligem a classe empresarial foi também recomendado pelos delegados.

Para incrementar a produção de bens, a comissão sugere maior celeridade ao processo de concessão de crédito bancário às associações e cooperativas agrícolas dos antigos combatentes e ex-militares.

No mesmo dia, os membros das 27 delegações estrangeiras convidadas ao congresso participaram no workshop sobre “os caminhos para a consolidação da democracia e diversificação da economia”

Na manhã de quinta-feira, o ponto mais alto foi a aprovação, em plenária do congresso, a Moção de Estratégia do candidato a líder que foi antecedida por um trabalho de avaliação dos resultados obtidos com a implementação de documento similar, aprovado no VI congresso ordinário de 2009 e do diagnóstico estratégico da situação actual de Angola.

Durante quatro dias, mais de dois mil delegados em representação de milhares de militantes estiveram reunidos em Luanda e transformaram o VII congresso numa jornada de reflexão sobre as experiências vividas e acumuladas durante os 60 anos de existência do MPLA e 40 dos quais dedicados à acção governativa de Angola. (ANGOP)

Adeus à altura do VII Congresso Ordinário do MPLA

O VII Congresso Ordinário do MPLA está a pouco menos de uma hora para encerrar os trabalhos, no Centro de Conferência de Belas, que regista, desde as primeiras horas da manha, um intenso e interactivo clima de festa.

Personalidades com várias matrizes políticas e ideológicas, entre delegados, convidados e pessoal de apoio, chegam a todo instante ao local, para assistirem o acto de encerramento.

À semelhança do sucedido no dia da abertura do conclave (17 de Agosto), cada delegação traz consigo cânticos diversos, como forma de demonstração de alegria, pelo êxito do evento.

De forma ordeira, entram esperançados, com cânticos, dança e sorrisos “rasgados”, exibindo cartazes que demonstram a sua identidade etno-cultural e a confiança no líder do partido, José Eduardo dos Santos.

“Dos Santos faz rumo certo” é um dos cartazes que salta à vista no interior da sala, onde já se exibiu a Orquestra Sinfónica do Libolo Maria Carolina, cujo mentor é o músico Mário Gama.

No exterior do Centro de Conferência de Belas, que durante quatro dias constituiu-se na “sede simbólica” do MPLA, vive-se grande animação.

Foi ao som dos tambores e batuques do grupo Makino Matsi, do município de Cacuaco, que as delegações e os convidados começaram a receber, bem ao começo do dia, as boas-vindas. Quinze integrantes fizeram as “honras da casa”.

A poucas horas do começo da sessão, o trânsito faz-se com normalidade nas ruas adjacentes.

Centenas de agentes da ordem pública e segurança facilitam o movimento de viaturas e peões, que não param de circular, quer por curiosidade, quer por obrigatoriedade de participarem da festa.

A Angop apurou que, até ao começo da cerimónia, outros atractivos culturais devem acontecer, com o músico Mário Gama e um grupo de marimbeiros na recepção ao presidente do MPLA, José Eduardo dos Santos, reeleito quinta-feira, por maioria esmagadora.

O Ballet Tradicional Kilandukilu já entretém os presentes com a sua tradicional dança.

O programa da cerimónia contempla, entre outros motivos, o discurso do presidente do partido, e a apresentação das resoluções finais. (ANGOP)


MPLA destaca contributo de militantes em prol dos desígnios programados

Os delegados ao VII Congresso Ordinário do MPLA enalteceram hoje, sábado, o contributo dos militantes que cessaram mandato nas estruturas centrais do partido.

Na moção de reconhecimento, lida na sessão de encerramento do conclave, os delegados destacaram os princípios e o serviço prestado ao longo dos anos, em prol dos objectivos do MPLA.

Para os delegados, o trabalho realizado com zelo, dedicação e o espírito de sacrifício e profissionalismo contribuíram positivamente no alcance dos desígnios do partido.

Na ocasião, foi também lida uma moção de agradecimento aos órgãos de Comunicação Social pela cobertura do evento, aos órgãos de segurança, empresas e todas as individualidades que contribuíram na realização do congresso.

Com dois mil quinhentos e quarenta e três votos (2.543), José Eduardo dos Santos foi reeleito presidente do partido.

Do total de votantes (2.553), cinco manifestaram-se contra e cinco abstiveram-se.

Os delegados elegeram igualmente os membros do Comité Central, com 2.509 votos. (ANGOP)

Discurso do Presidente serve de guia de conduta

O discurso do Presidente José Eduardo dos Santos na sessão de encerramento do VII Congresso Ordinário do MPLA, realizado de 17 a 20 do corrente mês na capital do país (Luanda), servirá como guia de conduta na sociedade.

Esta consideração é do membro do Comité Central do MPLA António Luvualu, quando, em declarações à imprensa, falava sobre o conclave.

“Como disse o Presidente, estamos aqui para servir o povo. O MPLA é um partido que está sempre a renovar-se”, sublinhou.

Relativamente à entrada de jovens no Comité Central do MPLA, precisou que darão o melhor das suas habilidades técnicas, humanas e de convívio social.

Para si, os jovens farão com que o MPLA continue a ter esta postura de partido sério, cumpridor e amigo do povo, fazendo jus ao lema que “o povo é o MPLA e o MPLA é o povo”.

“Irão trabalhar para que o MPLA continue a ter gloriosas vitórias em todos campos. Acredito e vaticínio bom trabalho para os jovens que agora entraram para o Comité Central”, frisou.

Na ocasião, Bento Raimundo, também membro do Comité Central do MPLA, lembrou que este partido trabalha para e com o povo, pelo que esforços serão envidados no sentido de vitórias nas próximas eleições gerais, previstas para 2017.

Agradeceu a direcção do MPLA, em particular ao Presidente José Eduardo dos Santos, pela confiança depositada, tendo se comprometido em usar todas as suas energias, para poder corresponder com a confiança.

Enfatizou que o partido trabalhará para cumprir com a Moção de Estratégia do Líder. Informou que os delegados saem deste certame com grandes desafios, enquanto o MPLA sai mais forte.

Instada a falar sobre o conclave, Paixão Junior, outro delegado e membro do Comité Central, reiterou a disponibilidade do cumprimento integral e fiel das decisões do partido.

“Tudo faremos (delegados) no que diz respeito à disciplina partidária, de cumprirmos escrupulosamente com as orientações, para sermos mais fortes”, afirmou o também presidente do Conselho de Administração do Banco de Poupança e Crédito (BPC). (ANGOP)

Ecos do 7º congresso ordinário do MPLA

No rescaldo dos trabalhos do 7º congresso ordinário do MPLA, realizado em Luanda, de 17 a 20 de Agosto de 2016, a Angop publica citações do Presidente do partido, José Eduardo dos Santos, retiradas das suas três intervenções ao longo do evento.

São elas:

DISCURSO DE ABERTURA

(17 DE AGOSTO DE 2016)

O MPLA nasce da esperança de um povo. Foi forjado na coragem deste povo.

– O MPLA nunca abandonou o povo e nunca combateu contra o povo. Assim, construímos um grande Partido, um Partido que não é do Sul, não é do Norte, não é do Leste, mas de toda Angola, de Cabinda ao Cunene. Um Partido para todos os angolanos, sem distinção de raça, tribo, região, credo religioso ou nível cultural e académico. Pode ser do MPLA quem quiser e aceitar os seus Estatutos e Programa, mas mais rigorosos são os critérios para se ascender à sua Direcção e a cargos de responsabilidade.

– É justo render a merecida homenagem a todos os que se bateram e deram a vida para que hoje estejamos livres e em paz. Que a vida dos que tombaram não tenha sido em vão e que o passado nos sirva a todos de lição.

– Este VII Congresso do Partido constitui um importante momento para fortalecer a nossa união, reforçar os ideais que sempre nortearam o MPLA e de mostrar que este MPLA é o Partido da Grande Família Angolana. Ele está, assim, preparado para o combate político, para ganhar as próximas eleições e para continuar a governar a República de Angola, correspondendo aos anseios das populações.

– A actual situação económica e financeira coloca-nos perante grandes desafios. Devemos olhar para trás e analisar o que fizemos com o necessário sentido de crítica e de autocrítica, para constatarmos o que não foi bem feito. Os erros deverão ficar no passado e servir de critério para corrigirmos o presente e projectarmos o futuro.

– Só não erra quem não trabalha, mas o MPLA trabalha e faz, e o povo sabe. Está sempre empenhado em fazer mais e melhor. Devemos, por isso, basear-nos naquilo que fizemos de bom e com coragem, determinação e sentido de responsabilidade, para redefinir as nossas prioridades, à luz do actual contexto, e adoptar as melhores práticas e as opções mais vantajosas para realizar o bem comum.

– Não devemos, também, deixar de pensar mais na nossa cultura. A cultura fortalece a Nação. Isso tenho dito sempre, mas há nova área que deve continuar a merecer a nossa atenção, que é a área do desporto, onde os nossos resultados não estão a melhorar, desde há muito tempo, salvo raras excepções. E o princípio “mente sã, em corpo são” não está a ser aplicado com criatividade, há que fazer um esforço nesse sentido.

– Temos de tornar a Administração Pública menos burocratizada e mais próxima dos cidadãos. A tecnologia hoje disponível deve ser usada para melhorar os procedimentos administrativos e aproximar governados e governantes. A reforma do Estado deve dar lugar a uma Administração Pública mais eficiente e voltada para os resultados.

– Por outro lado, temos de ter um Sistema de Defesa e Segurança Nacional adequado e capaz de prevenir e vencer eventuais ameaças e que tenha na qualidade do serviço a sua matriz. Estou certo de que existe a capacidade, a vontade e a experiência necessárias para concretizar este objectivo.

– Numa altura em que assistimos a uma mudança de paradigma da segurança nacional e internacional, face ao surgimento de vários crimes, novos métodos de actuação e também de fenómenos como o terrorismo ou as pesudo-revoluções, não devemos permitir que as nossas diferenças políticas sejam aproveitadas por forças externas para dividir e pôr em causa a paz duramente conquistada.

– Temos de ser capazes de prevenir eventuais acções subversivas, para manter a nossa soberania, a paz e a estabilidade, reforçar a nossa democracia e trabalhar no sentido de fazer prosperar a Nação angolana.

– Assim, iremos deixar de governar para o cidadão e passar a governar com o cidadão. Com ele, iremos identificar não só os problemas, mas também as soluções para os nossos desafios, no quadro de uma democracia participativa.

– Na verdade, o nosso amanhã passa também por conseguirmos criar uma economia mais forte e mais competitiva, que não dependa excessivamente do petróleo. Passa por deixarmos de depender excessivamente das importações. Precisamos de investir com sabedoria e aproveitar melhor os nossos recursos naturais da melhor forma possível.

– Para tal, há que priorizar os projectos estruturantes, os de maior rentabilidade, os mais competitivos e inovadores. Há que apoiar mais os empresários com provas dadas em eficácia e responsabilidade e mais comprometidos com o futuro do país, portanto, bons patriotas.

– Apoiar também os empresários que sabem realizar licitamente os seus negócios no mercado interno e externo para constituírem riqueza e contribuírem para aumentar o emprego e fazer crescer a economia.

– Não devemos confundir estes empresários com os supostos empresários que constituem ilicitamente as suas riquezas, recebendo comissões a troco de serviços que prestam ilegalmente a empresários estrangeiros desonestos ou que o façam à custa de bens desviados do Estado ou mesmo roubados. Angola não precisa destes falsos empresários, que só contribuem para a sua dependência económica e política de círculos externos.

– Por outro lado, há muito que se sabe que a verdadeira riqueza de um país não está no seu subsolo, nem na profundeza dos seus mares. Está, acima de tudo, na força, na habilidade e na capacidade criativa do seu povo. Diz-se que o que gera a riqueza hoje são as boas ideias. Quem as tiver, por favor, que avance e que seja criativo.

INTERVENÇÃO NA SESSÃO DE APRESENTAÇÃO DA MOÇÃO DE ESTRATÉGIA

(18 DE AGOSTO DE 2016)

– Os 10 desígnios nacionais da Moção de Estratégia:

I) Consolidar a paz, reforçar a democracia e preservar a unidade e a coesão nacional;

II) Promover o desenvolvimento de uma sociedade civil participativa e responsável e assegurar a inclusão política de todos os cidadãos, sem discriminações;

III) Edificar um Estado democrático e de direito, forte, moderno, coordenador e regulador da vida económica e social;

IV) Promover o desenvolvimento sustentável, assegurando a inclusão económica e social, a estabilidade macroeconómica e a diversificação da economia nacional, reduzindo as desigualdades;

V) Estimular a transformação da economia, o desenvolvimento do sector privado e a competitividade;

VI) Promover o desenvolvimento humano e a qualidade de vida dos angolanos com a erradicação da fome e da pobreza extrema;

VII) Incentivar a criação de emprego remunerador e produtivo, elevando a qualificação e a produtividade;

VIII) Garantir o desenvolvimento harmonioso do território, promovendo a descentralização e a municipalização;

IX) Garantir o fortalecimento e modernização do sistema de defesa e segurança nacional;

X) Promover o reforço do papel de Angola no contexto internacional e regional.

– Temos de trabalhar de modo intenso e com criatividade para a satisfação destes desígnios, porque os mesmos representam as aspirações mais profundas do povo angolano.

– Devemos trabalhar para continuarmos a merecer a confiança do nosso povo.

– Um dos nossos grandes problemas é o de que temos boas ideias, bons projectos, bons programas, mas quando entramos para a fase de implementação dos mesmos os resultados ficam muitas vezes longe do que se esperava.

– Isto porque falta muitas vezes rigor e disciplina nas nossas atitudes e comportamentos. Se aumentarmos o rigor, a disciplina e a nossa eficácia poderemos fazer muito mais e em menos tempo.

DISCURSO DE ENCERRAMENTO

(20 DE AGOSTO DE 2016)

– Prometo exercer o cargo de Presidente do Partido com alto sentido de responsabilidade, com zelo e dedicação e cumprir e fazer cumprir com espírito de missão as deliberações do Congresso.

– O ambiente de trabalho foi de solidariedade, camaradagem e entreajuda. O Partido reforçou a sua coesão interna e a sua unidade. Agradecemos às nossas famílias, incluindo a minha em particular, pelo apoio nas horas difíceis e pela compreensão pelos nossos momentos de ausência.

– A família é verdadeiramente uma importante base de apoio e não basta declarar que ela é o pilar da sociedade. É preciso definir políticas públicas e adoptar medidas concretas para reforçar o seu papel e proteger as mais frágeis e carenciadas.

– Fomos felizes na aposta que fizemos para a promoção da mulher, mas ainda há um grande caminho a percorrer para equilibrar a igualdade do género. Lamentamos que as mulheres continuem a ser as principais vítimas da violência doméstica e a fuga da paternidade.

– Em 2002, tínhamos no ensino primário 1 milhão e 735 mil crianças. Hoje, temos 5 milhões e 400 mil crianças. No ensino secundário, o número de alunos matriculados em 2016 é de cerca de 2 milhões e 500 mil.

– No ensino superior, o número de estudantes era, em 2002, de 14 mil estudantes, tendo passado para um total de 235.490 estudantes matriculados, em 2016. A extensão da educação é inegavelmente um dos principais ganhos da paz. O ensino cresceu em quantidade e o nosso desafio agora é melhorar a sua qualidade.

– Temos de melhorar com urgência a formação dos professores, sobretudo no ensino primário e no ensino médio. Melhorar a qualidade da formação dos médicos, dos engenheiros, dos arquitectos e de todos os outros profissionais, para que eles tenham a aptidão necessária para realizar as tarefas de desenvolvimento.

– O Partido tem absoluta confiança nos jovens angolanos, acredita na sua capacidade, no amor que têm à Pátria e no seu sentido de responsabilidade.

– No que nos diz respeito, cabe-nos estimular e aproveitar da melhor maneira o entusiasmo, a formação e a criatividade dos jovens e levá-los a contribuir para a resolução dos problemas de cada um dos sectores em que estiverem inseridos.

– Cabe-nos também melhorar o diálogo entre as gerações e criar pontes para uma transição baseada na qualidade, no bom senso, no empenho e no mérito. Temos de cuidar dos jovens para garantir que estes cuidem bem do país no futuro.

– Agora falta trabalhar para realizar, com êxito, as 10 aspirações ou desígnios dos angolanos, que constam da Moção de Estratégia e entre as quais salientamos edificar um Estado Democrático e de Direito forte, moderno, coordenador e regulador da vida económica e social e promover o desenvolvimento sustentável, assegurando a inclusão económica e social, a estabilidade macroeconómica e a diversificação da economia nacional, reduzindo as desigualdades.

– O MPLA está preparado para enfrentar os próximos desafios. Vai pedir ao povo angolano que renove a confiança no MPLA, com vista a governar para todos e a alcançar a prosperidade e o bem-estar para todos os angolanos.

– Ao sairmos deste VII Congresso ordinário do MPLA, com esta boa disposição, com vontade de ir para frente e realizar os nossos objectivos estratégicos e os objectivos imediatos também, eu quero pedir também contínua lealdade aos princípios, aos objcetivos definidos pelo Partido, disciplina, muita disciplina, força e respeito pelas orientações dimanadas dos órgãos superiores, respeito na relação com o povo, com o cidadão, porque afinal nós estamos aqui, muitas vezes em cargos de grande responsabilidade, porque somos servidores, para servir a nação, para servir o povo, e não aproveitamos apenas dos nossos cargos para nos servir.

– Estou a contar convosco. (ANGOP)

Welwitschia dos Santos defende nomeação para CC do MPLA

Filha do presidente diz que críticas são “aproveitamento político” e discriminação do género

Welwitschia dos Santos filha do Presidente angolano José Eduardo dos Santos acusou críticos da sua nomeação para o Comité Central do partido no poder de quererem tirar “aproveitamento político” da sua nomeação.

Welwitschia dos Santos disse ainda que muitos dos críticos fazem-no devido ao facto de ser mulher.

Falando em conferência de imprensa a filha do Presidente disse que as críticas a sua nomeação só podem ser feitas por pessoas que desconhecem a sua historia dentro do MPLA.

“Eu estou nas fileiras do MPLA desde os cinco anos de idade, entrei para a OPA, participei de vários acampamentos pioneiros”, disse acrescentando que foi eleita pela organização da Mulher Angolana (OMA) após um escrutínio “muito apertado”.

“Também não posso ser prejudicada, eu e nenhuma outra mulher angolana, pelo facto de ser do género feminino”, disse a filha do Presidente para quem “uma certa imprensa internacional …cria factos” baseados “na discriminação do género”.

O seu irmão José Filomeno dos Santos também foi eleito para o novo Comité Central sob proposta da JMPLA , a organização de jovens do partido no poder.

O Presidente José Eduardo dos Santos foi reconduzido à liderança do partido com 99,6% dos votos do Congresso que terminou Sexta-feira em Luanda. (VOA)

Huambo: Membros da JMPLA da Caála e Lobito trocam experiência de trabalho

Os militantes da JMPLA dos municípios da Caála (Huambo) e Lobito (Benguela) concluíram segunda-feira, na primeira região, uma reunião de três dias, com vista a troca de experiência sobre organização do trabalho político-partidário.

O estudo dos estatutos e regulamentos da organização, bem como a realização de um ciclo de palestras sobre o plano de desenvolvimento socioeconómico e o contributo da juventude na diversificação da economia local, integraram a agenda da actividade, decorrida no Centro Cultural de Muangunja.

O programa inscreveu também visitas a barragem hidroeléctrica do Ngove, às pedras “Nganda la Cawe” e túmulo do mítico caçador Wambu Kalunga.

Na ocasião, o primeiro secretário da JMPLA na Caála, Pedro Isaac, disse que a juventude deve estar preparada para responder as dificuldades impostas ao país nas diferentes etapas da sua vida.

Por isso, aconselhou os jovens a trabalhar na sensibilização da população para aderir ao registo eleitoral, no quadro da preparação das eleições gerais de 2017.

Por seu turno, o primeiro secretário em exercício da JMPLA do município do Lobito, Jaime Zeferino, disse que a organização está determinante para que MPLA vença os desafios do futuro. (ANGOP)

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